Leite para bebê

Índice:

1- Qual a diferença entre leite materno x fórmula na introdução alimentar?

2- A partir de quando o bebê pode tomar leite de vaca integral?

3- E os compostos lácteos são boas opções?

4- Mas por que fazem um produto que não é adequado?

5- Café pode?

O aleitamento materno deve fazer parte da alimentação do bebê de forma exclusiva até o 6° mês de vida do bebê. Na impossibilidade de amamentar, é necessário o uso de fórmulas infantis.

1- Qual a diferença entre leite materno x fórmula na introdução alimentar?

Vamos lá, independente se o bebê está sendo amamentado ou recebendo fórmula, a introdução alimentar só deve COMEÇAR AOS 6 MESES + SINAIS DE PRONTIDÃO: controle da cervical, senta com o mínimo de apoio (não tomba para os lados quando colocar o bebê ereto), protusão da língua diminuída (diminuir reflexo de colocar língua para fora), interesse pelos alimentos, leva brinquedos à boca.

É muito importante iniciar na hora certa pois diversos estudos e guidlines traz evidências que uma introdução alimentar precoce, ou seja, que inicia antes dos 6 meses traz inúmeros malefícios, como:

  • Maior risco de engasgo pois o bebê não tem estrutura para lidar com o alimento;
  • Seletividade alimentar pois normalmente o bebê recebe alimentos amassados demais, praticamente na forma líquida, isso quando não é liquidificado/peneirado para aumentar aceitação do bebê. Mas acontece que, o bebê pode aceitar super bem no início e depois começar a rejeitar até se tornar seletivo…
  • Maior probabilidade em desenvolver obesidade pois ocorre uma alteração na estrutura do DNA da célula em um código que tem sido muito estudado que chamam de gene da obesidade.

O leite deve ser mantido em livre demanda na introdução alimentar. Se for leite materno pode amamentar antes, durante e depois da refeição. O bebê ainda não sabe que comida alimenta, e deixá-lo com fome na hora da refeição não é uma boa opção.

No decorrer da introdução alimentar o próprio bebê vai diminuindo a necessidade de mamar tantas vezes e irá comer a comida sólida naturalmente.

Quando o bebê faz uso de fórmula, é necessário esperar pelo menos 40 minutos entre a mamada e a refeição, pois a fórmula atrapalha na absorção de ferro do alimento, diferente do leite materno, que possui a lactoferrina, proteína que aumenta a biodisponibilidade e absorção do cálcio.

Claro que, se o bebê não consumiu uma quantidade significativa de alimentos fonte de ferro, não tem o que “competir”, então não precisa esperar.

2- A partir de quando o bebê pode tomar leite de vaca integral?

O leite de vaca não deve ser dado antes dos 12 meses como substituto do leite materno ou fórmula. O leite de vaca possui muito cálcio, proteína, gordura e quantidades insuficientes de vitamina A, C e D.

Casos muito individuais como alternativa do uso de leite de vaca deve ser orientado com pediatra ou nutricionista, mas de maneira muito individual.

A fórmula é modificada e acrescida de nutrientes para chegar próximo das necessidades do bebê, pois só o leite materno é o único alimento específico e único para suprir as demandas nutricionais do bebê.

“O leite desnatado e o leite semidesnatado não são indicados para crianças menores de 2 anos, porque possuem menor quantidade de gordura e ela é importante para o desenvolvimento neurológico da criança” (Ministério da Saúde, 2019).

O Ministério da saúde diz que a partir dos 9 meses a fórmula pode ser substituída pelo leite de vaca integral, mas como é desproporcional em nutrientes EU NÃO RECOMENDO.

Além do mais, o bebê recém iniciou a introdução alimentar, ocasionando uma cobrança grande da criança obter os nutrientes através da alimentação.

A recomendação é de continuar a amamentação até os 2 anos ou mais, mas quando a criança faz uso de fórmula, após 1 ano de idade pode ser substituído a fórmula pelo leite de vaca. Desse modo o sistema gastrointestinal do bebê já está pronto para digerir os componentes do leite.

***Observação: não é necessário diluir nem acrescentar outra farinha ou açúcar.

Após 1 ano o bebê pode consumir queijos brancos, coalhadas, leite de vaca integral e iogurte integral.

3- E os compostos lácteos são boas opções?

Nem de longe. A embalagem e a lista de ingredientes são semelhantes, PORÉM, as quantidades dos nutrientes não estão na mesma proporção.

Isso porque para a fabricação e comercialização de fórmulas, existe legislações mais rígidas para que os nutrientes estejam numa proporção adequada para aquela faixa etária tendo um custo mais elevado.

Diferente do composto lácteo, que não é leite em pó, mas um leite de vaca igual a fórmula só que a única legislação é que tenha 51% de base láctea, o restante a gente não sabe, tornando um produto mais barato.

Mesmo que a lista de ingredientes contêm vitaminas e minerais nas composição, não sabemos a proporção, comumente está desbalanceado, com maior proporção de açúcar e presença de aditivos alimentares para baratear o produto.

“Embora as embalagens tragam a informação de que esses produtos não devem ser usados na alimentação de crianças menores de 1 ano, na verdade eles não são indicados para crianças menores de 2 anos pela presença de açúcar e aditivos alimentares. Eles não substituem o leite materno e nem as fórmulas infantis” (Ministério da saúde, 2019).

4- Mas por que fazem um produto que não é adequado?

A indústria cria opções e mais opções de produtos para cada faixa etária para que o consumidor continue comprando, isso É MARKETING.

Os produtos com embalagens semelhantes servem para “ganhar” o consumidor. É muito mais fácil de confundir e acabar comprando o composto lácteo ao invés da fórmula infantil.

É vantagem para o fabricante pois para produzir o composto lácteo não há muitas legislações e o consumidor leigo acha que está fazendo boa escolha comprando um produto mais barato que parece bom (mas não é).

5- Café pode?

Gosto de falar sobre o café pois é muito comum infelizmente bebês recebendo leite com café e muitas vezes com bolacha (não dê, faz mal).

O café é uma bebida muito estimulante para Sistema Nervoso Central e atrapalha na absorção nutrientes como o ferro e o cálcio, por isso a recomendação é de não consumir antes dos 2 anos de idade.

Além disso, pode agredir a mucosa gastrointestinal pois a cafeína presente no café é um irritante de mucosa.

Após 2 anos de idade não ultrapasse 1 xícara por dia, prefira sempre café coado com leite ao invés de expresso por conter uma maior concentração de cafeína.

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